Malhando até o cérebro

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As únicas células do corpo que não se regeneram são os neurônios. Assim, o avanço da idade significa declínio das funções cognitivas, certo? Com a prática de exercícios, a ciência mostra outra coisa.

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Aparentemente, os benefícios de malhar são desfrutados no curto prazo.

As pessoas engajam-se em um programa de exercícios e adquirem um corpo tonificado.

Se param de se movimentar vigorosamente, o que foi conquistado vai embora.

Mas há outra parte do corpo que se modifica quando malhamos, embora ninguém consiga ver os resultados.

A não ser muitos anos depois.

É o que afirma um novo estudo sobre atividade física e longevidade.

A pesquisa foi feita pelo Laboratório de Neurociências do Instituto Nacional do Envelhecimento (Estados Unidos).

Nela foi realizado um experimento com cobaias.

Nos animais foi injetada uma substância que marca neurônios recém-nascidos, novas sinapses e conexões.

Como resultado, os cérebros dos animais ativos estavam repletos de neurônios muito mais novos que os dos sedentários.

E isso apesar de terem se exercitado por apenas uma semana.

Curiosamente, esses neurônios também pareciam únicos.

Eles eram maiores e apresentaram mais dendritos, e mais alongados, que neurônios semelhantes nos outros animais.

Dendritos são os numerosos prolongamentos dos neurônios que atuam na recepção de estímulos nervosos.

Estas novas células estava melhor integradas no circuito geral do cérebro.

E também com mais conexões em partes do cérebro envolvidas em memória espacial e outros tipos.

O que estas diferenças nas estruturas cerebrais e conectivas significam permanece incerto.

Mas o estudo atual fornece mais provas de que as células cerebrais produzidas em condições de atividade física não são apenas quantitativamente, mas qualitativamente diferentes.

E essas diferenças são evidentes em curto prazo, praticamente logo após o início dos exercícios.

Os cientistas escolhem destacar algo mais importante.

O fato de as novas células cerebrais nos animais ativos aumentarem as porções do cérebro que, se danificados pelo declínio, estão associados à perda precoce de memória e demência.

O estudo foi publicado no periódico Scientific Reports.

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