Academia contra a pressão alta

Acredita-se que existam no Brasil mais de 30 milhões de hipertensos. Para tratar a perigosa condição, novo estudo revela que exercícios podem dispensar a medicação. E não precisa muito.

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Obesidade, bebidas alcoólicas, estresse, sal em excesso, sedentarismo e sono inadequado.

Por ser causada por tantos motivos, a pressão alta atinge milhões de pessoas.

E 94% não controlam a condição, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Quem o faz conta com a medicação, que deve ser acompanhar mudanças de estilo de vida e alimentação.

Para fugir mais rápido do risco, a academia pode ajudar.

Trinta minutos de exercício podem rivalizar com medicamentos para reduzir a pressão – e mantê-la sob controle.

A revelação vem de uma pesquisa da Universidade da Austrália Ocidental.

Nela, foi feito um teste com 32 homens e 35 mulheres.

Todos tinham sobrepeso ou obesidade, e idades entre 55 e 80 anos no início do estudo.

Eles foram submetidos a três diferentes rotinas diárias, em ordem aleatória, com pelo menos seis dias entre cada uma.

A primeira rotina consistiu em permanecer inativo por oito horas.

Na segunda, os voluntários fizeram 30 minutos de caminhada moderada, seguido de 6,5 horas de descanso.

Na rotina final, foram 30 minutos de caminhada, seguidos por 6,5 horas de inatividade, interrompida a cada 30 minutos com três minutos de caminhada leve.

O estudo foi conduzido em um laboratório.

Homens e mulheres fizeram as mesmas refeições na noite anterior e durante o dia do teste.

Foram medidas a pressão arterial e a frequência cardíaca.

E feitas análises sanguíneas para avaliar os níveis de adrenalina ao longo de cada rotina.

Como resultado, a pressão sanguínea, especialmente a pressão arterial sistólica, foi menor quando os voluntários se exercitaram.

Isso em comparação aos dados fisiológicos de quando permaneceram inativos.

A pressão arterial sistólica, que indica a força do fluxo nas artérias, é um indicador de problemas cardíacos.

As mulheres, em particular, desfrutaram de benefícios extras.

O que pode ser devido a uma combinação de fatores.

Estes incluem variadas respostas de adrenalina ao exercício.

E o fato de que todas as mulheres no estudo, pela idade, tinham maior risco cardiovascular.

O estudo foi publicado na revista Hypertension from the American Heart Association.

A descoberta reforça o que já reconhecemos como um estilo de vida saudável.

Para quem tenta baixar a pressão arterial, exercícios regulares são imprescindíveis.

E só funcionam se combinados a uma dieta equilibrada e acompanhamento médico.

Além da hipertensão, a academia pode ajudar a dispensar remédios de outra condição.

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