Frutose, o lado amargo do açúcar

Amargo açúcar

A recomendação é a de que você coma frutas com frequência. Mas a frutose, o chamado “açúcar da fruta”, está sendo questionada quanto a seus benefícios. O melhor é descascar esse assunto.

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Com a adição de xarope de milho, rico em frutose, nos alimentos industrializados, o excesso de “açúcar da fruta” em refrigerantes, bolos, bolachas e afins tem chamado a atenção. O xarope de milho é usado na indústria culinária para transformar a textura do alimento mais leve, aumentar volume, prevenir cristalização do açúcar e salientar sabor.

Do ponto de vista metabólico, o consumo excessivo de frutose é capaz de induzir alterações no organismo, como o aumento dos triglicerídeos e resistência à insulina, aumento dos níveis de ácido úrico e mudanças negativas do perfil lipídico – mesmo em crianças.

O mais preocupante vem a seguir. Estudo de 2013 publicado no Journal of the American Medical Association descobriu que a frutose, ao invés de saciar, estimula o apetite.

Mas tudo isso não deve ser um argumento para evitar comer frutas. Pelo contrário, alimentos naturais são fundamentais para o aporte de vitaminas e fibras diversificadas e de qualidade.

Já o mesmo não se pode dizer quando desidratamos ou concentramos e retiramos tudo de bom que as frutas possuem. Sendo assim, escolhas como compotas, doces e frutos secos (passas, banana desidratada e figos secos, por exemplo) são pouco mais do que concentrados de frutose preservando pouco ou nada de sua versão original. A dica aqui é ficar de olho nos rótulos.

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