Filme sem pipoca

modificado

Filme sem pipoca? Acontece quando a obra fala dos transgênicos. E quando todo o milho vem de sementes modificadas. Novo documentário aborda o tema sem radicalismos. E receitas com o que é possível resistir: amor.

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As sementes transgênicas dominam os campos dos produtores globais de alimentos.

E já estão presentes em 70% dos produtos comestíveis.

Desde sua introdução, nos anos 1990, os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) causam polêmica.

Muito pela desinformação.

Por isso é bem-vindo o documentário “Modified”.

Em português, a palavra (“modificado”) parece simples para resumir o assunto.

Pois revela-se a melhor maneira de começar.

A diretora é a canadense Aube Giroux.

Ela resolveu investigar o tema ao descobrir que seu país não cumpria determinação de agir com cautela em relação aos OGM.

Relatório da Royal Society de 2001 recomendava ao Canadá precaução.

Isso porque novas tecnologias não devem ser empregadas enquanto haja dúvidas sobre sua segurança.

Não é o que se vê.

Órgão governamentais e políticos parecem orquestrados em dissimular, alegando “evitar o medo” entre a população.

O filme mostra a influência bilionária dos gigantes da biotecnologia, como Monsanto e Bayer.

Uma das evidências do conluio está nos rótulos.

Ou não está.

Dentre os países desenvolvidos, Canadá e Estados Unidos não exigem que produtos informem nos rótulos a presenca de OGM.

A identificação é obrigatória na Europa desde 2004.

Internamente, 88% dos canadenses exigem o uso do selo.

No Brasil, um projeto de lei (PLC 34/2015) tenta reverter a Lei de Biossegurança.

Hoje ela obriga a indicação, com a letra T dentro de um triângulo amarelo, sinalizando “produto transgênico”.

O direito à informação permite aos cidadãos saber o que há em sua própria comida.

O filme reúne argumentos nesta e em outras frentes.

Como a que sustenta as sementes modificadas serem necessárias por resistirem às pragas.

Entretanto vemos, em dados oficiais, como sementes GM necessitam do mesmo tanto de agrotóxicos.

Mas a obra vai além do puro denuncismo.

E resgata, como pano de fundo, a relação familiar da diretora com o campo.

Nas filmagens, vemos sua mãe colher no quintal o que cozinha.

Os que apreciam a comida caseira vão relacionar-se com o valor dado aos alimentos.

E com o estilo de vida que merece ser registrado e defendido.

Todas as receitas exibidas estão no site do filme – clique aqui.

Confira a seguir o trailer.

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