Vegetarianismo é seguro para todos

A dieta vegetariana é criticada por ameaçar seus adeptos com desnutrição. Mas o mito está desfeito. Autoridade americana divulga relatório em que diz que alimentar-se unicamente de vegetais é seguro, tanto para crianças como para idosos.

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Aqueles que adotam uma dieta baseada em vegetais são conhecidos por consumir menos doces e snacks.

Com seu hábito alimentar, os vegetarianos reduzem o risco de doenças cardíacas, obesidade e alguns tipos de câncer.

Mas a crítica quanto a possíveis casos de desnutrição entre crianças submetidas à restrição de produtos animais provoca desinformação e mitos.

No entanto, um relatório divulgado recentemente declarou que cortar o consumo de carne é saudável para todas as fases da vida.

O trabalho foi feito pela Academia de Nutrição e Dieta dos Estados Unidos.

Nele, os especialistas afirmam que não somente crianças, mas também pessoas mais velhas podem se beneficiar de uma dieta 100% vegetal.

Sem que carnes e laticínios façam falta em sua saúde.

O “truque” é ter certeza de que a dieta esteja bem planejada e equilibrada.

Esta é a declaração da nutricionista Vandana Sheth, porta-voz da organização.

“Qualquer dieta que não é bem planejada e equilibrada pode ter efeitos colaterais negativos”.

Ou seja, não é só porque os alimentos são baseados em plantas que se tornam saudáveis automaticamente.

“Por exemplo, bolos, biscoitos, alimentos fritos e salgados podem ser vegetarianos, mas não fornecem muito em termos de valor nutricional”.

Para vegetarianos mais jovens e veganos em particular, é importante planejar as refeições para que incluam ferro, zinco e vitamina B12, acrescentou a porta-voz.

Obter a vitamina B12, que vem de leite e ovos, é uma preocupação na dieta vegana, já que a deficiência pode levar a problemas neurológicos.

Se a ideia já lhe parecia atraente, saiba que a tendência tem crescido em todo o mundo.

Seja para experimentar sabores diferentes, facilitar a digestão e até por preocupações ambientais, cada vez mais pessoas reduzem o consumo de carne e produtos animais.

Entretanto, antes de adotar um novo hábito alimentar, é recomendo que seja feita consulta a seu médico ou nutricionista.

O relatório foi publicado no periódico científico Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.