Saúde mental no cardápio

Saúde mental no cardápio

Sabemos que o estado emocional influencia o que escolhemos comer. Mas, e o contrário? Estudo encontra evidências de como os alimentos determinam a quantas anda nossa saúde mental.

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A relação entre escolhas alimentares e saúde mental foi apontada por estudos em sociedades onde as mudanças ocorreram em anos recentes.

A descoberta se deu ao comparar a prevalência de certas enfermidades antes e depois destas mudanças em populações próximas aos círculos polares (Norte e Sul).

Tradicionalmente, a dieta nestes locais é rica em pescados, mamíferos marinhos, aves, ovos, plantas e frutas silvestres.

Este cardápio tem altos níveis de proteína, gordura (especialmente ácidos graxos ômega 3) e antioxidantes, mas é baixo em carboidratos.

A atividade física envolvida em caçar e coletar estes alimentos tem considerável impacto na saúde geral destas populações.

Esta alimentação, consumida por gerações, tem sido substituída pela dieta ocidental, rica em carboidratos e gorduras trans.

O impacto na saúde mental foi registrado através do aumento de casos de depressão, desordens afetivas, ansiedade, bem como números de suicídios.

A relação entre alimentação e saúde mental foi apontada, mas está longe de ter sido confirmada.

A maneira definitiva de provar que esta influência da dieta é com testes de nutrientes específicos, como vitaminas administradas em controles clínicos aleatórios.

E estes ainda não aconteceram em número suficiente para motivar uma política definitiva a este respeito.

A melhor evidência até agora é para o papel dos ácidos graxos ômega 3, como um dos elementos ligados ao tratamento da depressão.

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