Riscos inflacionados

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Nos telejornais vemos propinas sendo pagas em dinheiro vivo. Além de ser um crime, trata-se de uma péssima ideia. Estudo da Universidade de Nova York atualiza o que sabemos sobre microrganismos nas cédulas.

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Em defesa do principio do contraditório e da ampla defesa, ainda aguardamos a explicação.

Mas uma das provas mais incriminadoras dos 51 milhões encontrados no apartamento em Salvador são as impressões digitais.

Péssima ideia.

E não apenas sobre o crime cometido.

O papel-moeda pode abrigar milhares de micróbios de todos os ambientes por que passa.

E das mãos de quem o toca.

Até aí, nenhuma novidade.

Entretanto, um novo estudo atualiza o que sabemos a respeito do assunto.

A pesquisa foi feita pelo departamento de biologia da Universidade de Nova York (Estados Unidos).

Também participaram investigadores do IBM Almaden Research Center.

Nela foram analisadas notas de um dólar colhidas em um banco em Nova York.

Como era de se esperar, foram encontradas centenas de espécies de micro-organismos.

Os mais abundantes foram aqueles que causam acne, bem como bactérias da pele humana, muitas inofensivas.

Também foram identificadas bactérias vaginais, micróbios de boca, DNA de animais de estimação e vírus.

Além de traços de drogas, como cocaína.

Como se não bastasse, há patógenos como E. coli, salmonella e staphylococcus aureus, o que pode levar a uma doença grave.

A presença destes micróbios não a fará necessariamente doente, no entanto.

“Os organismos crescem melhor em ambientes ideais e apenas estar em uma superfície não oferece todas as condições”.

As notas sejam feitas de algodão e linho, o que facilita a acomodação de germes.

Mas o dinheiro não tem condições adequadas de temperatura ou umidade para permitir que os micróbios cresçam e proliferem.

Aliás, é sua característica porosa que segura a maior parte das ameaças, evitando que vão parar nas mãos que o manipulam.

O que significa que dinheiro não pode ser culpado pela transmissão de doenças.

E a pele humana é capaz de proteger contra a maior parte do perigo.

Desde que você não lamba as notas.

Estudos já indicaram como notas feitas com polímeros plásticos, como na Austrália, são mais limpas.

Mas isso não significa que precisemos limpar as que estão na carteira.

Afinal, em pouco tempo já não estarão.

O estudo foi publicado no periódico científico PLOS One.

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