A revolução está em cartaz

Dietas, padrões de beleza irreais, misoginia, assédio. Podem os problemas femininos atuais virar entretenimento de alto nível? Conheça a série que responde com absurdos plausíveis e crescente número de fãs.

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As questões femininas estão nas ruas e, consequentemente, na mídia.

Ou será exatamente o contrário?

Estreou em junho a série Dietland, produção do canal americano AMC.

O argumento vem do livro homônimo, lançado em 2015 por Sarai Walker.

Na obra, a protagonista é Plum Kettle.

Interpretada por Joy Nash, a personagem pesa 130 quilos e trabalha à distância para uma revista de moda.

Plum é ghost writer da editora, a diva Kitty Montgomery (Julianna Margulies, The Good Wife).

Seu objetivo é pagar uma cirurgia para enquadrar-se nos ideais que trabalha para propagar.

Enquanto isso, enche o closet de roupas muitos números abaixo, para vestir seu futuro “eu”.

A ficção ainda reúne outros temas atuais.

Como quando Plum é instada a aceitar seu corpo.

Paralelamente, se envolve com justiceiras que jogam homens abusadores de telhados e helicópteros.

Há também uma organização feminista liderada pela herdeira de um império de dietas que renega o legado.

E um crime hacker coloca a polícia na história.

O cenário é o eixo Manhattan-Brooklyn.

Ou seja, o conflito hype vs. hipster que isso representa funciona como pano de fundo.

O absurdo das situações que vão convergindo eleva a temperatura.

Não admira o seriado estar conquistando tantos fãs.

Afinal, qual será a decisão de Plum?

Não perder o que investiu para se enquadrar nos padrões que ajuda a perpetuar?

Ou encarar um processo libertário de autoconhecimento que não mede consequências?

As esquerdas em protesto, louvando a espontaneidade, dizem que a revolução não será televisionada.

Dietland desmente este dogma a cada semana.

Na série, as estrelas são Julianna Margulies e Joy Nash

A “revolução” está na capa do livro e na publicidade da série

Confira a seguir o trailer.