A qualidade de um conselho

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Por que somos melhores em dar conselhos sobre problemas alheios e não conseguimos resolver os nossos próprios? Um novo aponta de onde pode vir a melhor ajuda.

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Somos rápidas em dar conselhos.

Já quanto a lidar os próprios problemas pessoais, é mais difícil.

Não é apenas uma impressão.

Esta inabilidade pode ser explicada pela ciência.

Isso acontece porque enxergamos as questões alheias com objetividade.

Mas, quando se trata dos próprios problemas, impossível despi-los da carga emocional.

A pesquisa foi feita pela Universidade de Waterloo (Canadá).

Ela mostra que quem é motivado em perseguir a virtude e vai além de sua perspectiva pessoal emprega pensamentos mais sóbrios para resolver os problemas pessoais.

Para chegar a esta conclusão, foi feito um teste com 267 universitários.

Eles relataram a que ponto sentem-se motivados a perseguir a virtude ao dar nota a afirmações como “quero contribuir para um mundo melhor” e “quero fazer algo em que acredite”.

Em seguida deveriam pensar em um conflito íntimo, próprio ou de um amigo e dar um conselho.

Finalmente, tiveram que dar notas a diferentes estratégias de solução (por exemplo, enxergar a questão pelos olhos do outro).

Como esperado, os participantes que pensaram sobre problemas alheios considerou as estratégias mais úteis que quem teve que pensar sobre os próprios problemas.

Mas a motivação em perseguir a virtude preencheu esta lacuna.

Os voluntários que pensaram sobre seus próprios problemas deu mais valor às estratégias à medida em que mais valorizavam perseguir a virtude.

Os cientistas revelaram dois componentes específicos que mais influenciaram nos conselhos.

Um deles é a empatia, ou a capacidade de se colocar no lugar do outro.

E a humildade intelectual, com a qual admitimos não saber tudo sobre a questão em julgamento.

“A descoberta sugere que quem valoriza motivos virtuosos pode ser capaz de raciocinar melhor e superar distorções”.

A explicação é de um dos autores do estudo, Dr. Alex Huynh.

O estudo foi publicado no periódico Psychological Science.

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