Pisada na contramão

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Aí, complica. Os tênis mais avançados, caros e badalados são exatamente os menos indicados para quem quer fugir das lesões. Mas um novo estudo britânico explica e ajuda você a usar este paradoxo a seu favor.

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Os mais otimistas dizem que cinco milhões de pessoas praticam corrida no Brasil.

A estimativa pode ser crível já que, na Inglaterra, matéria do jornal The Telegraph estimou o número de praticantes naquele país em dois milhões.

Trata-se de um aumento de 73% em apenas 10 anos.

Por ser democrático e acessível a todos, o esporte cresce em popularidade.

Com mais gente correndo por aí, é natural encarar um aumento no número de lesões.

O fato frustra, já que muitas pessoas passam a correr como um meio de reduzir o risco de doenças crônicas.

Mas, em um ano, cerca de três quartos dos corredores sofrem com as lesões, sendo o joelho e o tornozelo as regiões mais afetadas.

A fratura de estresse e entorses de tornozelo também são um risco, embora menos comuns.

A saída está em investir nos modelos de tênis mais caros, desenvolvidos tecnologicamente para proteger os corredores, certo?

Na verdade, esta lógica pode não estar funcionando.

Segundo estudo da Universidade de Exeter (Inglaterra), os corredores que usam tênis de alta tecnologia são mais propensos a se machucar.

Aparentemente, calçados mais acolchoados e com solas mais densas estimulam a pisada com o calcanhar.

Os corredores que praticam esta pisada experimentam uma força abrupta de impacto vertical cada vez que o pé pousa no chão.

Essa força de impacto é muitas vezes ausente quando se faz a pisada com o antepé.

Por este motivo, tênis com menos amortecimento, chamados de minimalistas, colocam significativamente menos estresse sobre o corpo.

Pelo momento econômico, a divulgação desta pesquisa vem a calhar.

Isso porque menos amortecimento significa a utilização de solados mais finos, cabedais com menos enfeites, palmilha mais simples.

Ou seja, menos materiais incorporados e menos custo de produção.

O estudo foi publicado no periódico científico Medicine & Science in Sport & Exercise.

É claro que os resultados vão variar de acordo com quem usa os tênis, onde corre e com qual intensidade.

Na próxima vez em que for comprar um tênis novo, pese todas estas questões antes de fazer sua escolha.

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