Os efeitos da amnésia digital

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Ruim sem ela, pior com ela. Afinal, a dependência da internet está nos ajudando ou prejudicando? Novo estudo revela as consequências de se confiar demais da inteligência da rede.

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Não é exagero afirmar que os smartphones se tornaram uma extensão do cérebro humano.

O problema é reconhecer isso como uma vantagem.

Afinal, o falatório constante a que nos entregamos suprimiu horas de estudo, contemplação ou convivência.

Ou melhor, nos tirou o exercício de pensar.

Com todas as informações a um clique de distância, sofremos de “amnésia digital”.

Trata-se da experiência de esquecer informações que estão armazenadas em algum dispositivo no qual que você confia.

É o que indica estudo feito pelo Kaspersky Lab, empresa russa de softwares de segurança.

Também participaram o Instituto de Neurociência Cognitiva e a Universidade de Birmingham (Inglaterra).

Para chegar à conclusão, foram conduzidas mil entrevistas em todo o mundo.

Como resultado, 91% das pessoas admitiram a dependência da internet.

44% revelaram que utilizam o smartphone como uma memória adicional.

E mais de 51% afirmam que a perda de dados armazenados iria lhes causar imensa aflição.

Os mais afetados são mulheres e pessoas mais jovens.

A preguiça compromete o cérebro – antes da internet móvel era necessário memorizar tudo, lembra?

Nestes tempos, ainda contávamos com a ajuda das agendas.

Mas o fenômeno não está restrito às gerações mais jovens.

Hoje, a amnésia digital é uma tendência crescente entre pessoas de todas as idades.

Por isso, é necessário entender a direção e suas implicações.

Para proteger os nossos dados.

Ou até nossos cérebros, de um enfraquecimento que possa comprometer o bem-estar.

Crítica à sociedade?

A verdade é que estamos passando por uma “adaptação cerebral” à tecnologia.

O problema é que, disfarçada de evolução, estamos diante da incapacidade de confiar no próprio cérebro.

Quando acaba a bateria do celular, vivenciamos um desespero.

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