O preço da perfeição

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É melhor nem tentar. Estudo da Universidade de Ontário (Canadá) revela que tentar ser perfeito traz grande prejuízo à saúde mental.

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Certamente você conhece alguém obcecado por tentar ser perfeito em tudo.

Do lado de fora, eles parecem pertencer a outra casta.

São meticulosamente organizados e estabelecem padrões elevados para sua própria conduta.

Mas, por dentro, estes planos não são sustentáveis.

E o prejuízo da saúde mental é grande.

É o que afirma uma revisão de estudos feita pela Universidade de Ontário (Canadá).

Os pesquisadores analisaram 45 estudos, envolvendo mais de 11.700 participantes.

Um total de 48 amostras foram transversais (medidas apenas tomadas uma vez).

E seis foram estudos longitudinais, que mediram se o perfeccionismo pode preceder pensamentos ou comportamentos suicidas.

Os dados parecem ser consistentes com histórias de casos e relatos teóricos.

“Pessoas com alto nível de perfeição parecem pensar, comportar-se, perceber e se relacionar de maneiras que tenham consequências suicidogênicas”.

Nesta revisão, 13 dos 15 tipos de perfeccionismo tinham relação com pensamentos suicidas.

Entre estes tipos estão ter expectativas excessivas sobre si mesmo e sentir a pressão dos outros (incluindo pais ou a sociedade em geral).

Ou, ainda, idealizar pessoas como exemplos.

“Os perfeccionistas são os seus piores críticos, para quem o bom o suficiente não é suficiente”.

O estudo foi publicado no Journal of Personality.

A Organização Mundial de Saúde aponta a chamada “violência autodirigida” como a 14ª causa de morte no mundo inteiro.

E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

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