O pão que não é

Uma única notícia já revela a qualidade dos alimentos ultraprocessados. Pelo teor de açúcar, Irlanda decide que o pão servido na rede Subway no país não é… pão.

Leia mais:

Dieta ilustrada – Para comer melhor, quer que desenhe?
O pulo do gato – Veja como foi minha reeducação alimentar

A ideia sempre me pareceu ótima.

Afinal, contra os prejuízos à saúde provocados pela fast food, que tal uma rede desta categoria que sirva lanches saudáveis?

Com esta premissa, em 1965 foi criada nos Estados Unidos a rede Subway.

Entretanto, uma vez alimento ultraprocessado, sempre ultraprocessado.

O pão utilizado nos sanduíches do Subway contém tanto açúcar que não atende à definição de legal para ser “pão” na Irlanda.

A decisão foi proferida em resposta a um franqueado da rede naquele país.

Ao buscar uma restituição de impostos, como previsto pela legislação local, argumentando que seu pão seria um alimento “básico”.

Entretanto, a iniciativa saiu do jeito que o empresário jamais esperava.

A Suprema Corte do país, ao julgar o caso, determinou que o pão do Subway contém muito açúcar para fazer parte desta categoria e, portanto, está sujeito até a um imposto mais elevado.

Segundo a sentença, o “pão fornecido pela Subway em seus sanduíches tem um teor de açúcar de 10% do peso da farinha incluída na massa”.

De acordo com a Lei Fiscal da Irlanda de 1972, o teor de açúcar não deve exceder 2% do peso da farinha na massa.

Em sua defesa, a rede disse que “em mais de três décadas nossos clientes voltam todos os dias para comer sanduíches feitos com pão que tem um cheiro tão bom quanto o sabor”.

Uma declaração que não ajuda, ao revelar 30 anos servindo tanto açúcar escondido.

E para tanta gente: a Subway é a maior rede de fast food do mundo, com 38 mil lojas em todo o mundo.

Para entender o que os ultraprocessados provocam no corpo humano – clique aqui.

Tags: , , , , ,