Nutrição sofre com fake news

A importância do acesso à informação de qualidade: estudo revela que mais da metade das notícias sobre nutrição compartilhadas nas redes sociais são fake news.

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O que mais temos debatido é a influência das fake news.

Neste contexto, as notícias falsas tornam-se mais perigosas quando falam de saúde.

É o que revela um novo estudo do Health Feedback.

Esta é uma rede global que avalia a credibilidade da cobertura da saúde feita pela mídia.

Para descobrir a precisão científica das matérias publicadas em 2018, foram analisados os artigos mais populares.

Entre os veículos estavam publicações como Huffington Post, CNN e The Guardian.

Os temas focados foram “tratamento de doenças e doenças”, “alimentação e nutrição” e vacinas.

Como resultado, foram constatadas claras desinformações e imprecisões.

Bem como falta de qualidade e diversidade de fontes, e presença de linguagem retórica e emocional.

Dos 10 artigos mais compartilhados, sete eram enganosos ou falsos.

Uma das histórias, compartilhada mais de um milhão de vezes, revelou-se mentirosa e potencialmente prejudicial.

O artigo afirmava irresponsavelmente que maconha faz menos mal que o tabaco.

E vai além: dos 100 principais artigos, menos da metade eram “altamente confiáveis”.

Deste grupo, foram registrados 11 milhões de compartilhamentos.

Entretanto, os artigos mal avaliados foram compartilhados nada menos que 8,5 milhões de vezes.

Os problemas variaram desde a falta de detalhes ou contexto até “exagero dos resultados”.

Interpretações incorretas também foram problema em alguns dos artigos mais populares.

Assim como “manchetes sensacionalistas”, mais usadas nas redes sociais.

A constatação que mais assustou foi sobre o ambiente onde circulam.

O lugar onde as notícias falsas de saúde são mais compartilhadas é o Facebook.

Nesta rede social foram compartilhados 96% dos 100 principais artigos.

Para minha tristeza, a coisa piora.

Os artigos relacionados à nutrição mais compartilhados foram os que menos tinham credibilidade.

Por este motivo, “mais trabalho precisa ser feito para conter a disseminação de notícias imprecisas sobre saúde”.

Aqui encontro validação de meu propósito.

Esta afirmação me motiva a seguir compartilhando informações de qualidade aqui neste espaço.

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