Improvisos que inspiram

rabisco

Para passar o tempo, você rabisca no bloco de notas? Melhor coisa. Estudo com tomografia cerebral de voluntários revela que rabiscar ativa o centro de recompensas do cérebro.

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Uma caneta na mão e você já rabisca alguma coisa.

E nem precisa ter talento, basta deixar fluir.

Se estiver falando ao telefone, o tempo nem parece passar.

De acordo com novo estudo, a explicação está no prazer neural que esta atividade proporciona.

A pesquisa foi feita pela Universidade Drexel (Estados Unidos).

Segundo ela, rabiscar e colorir dispara o centro de recompensas do cérebro, o córtex pré-frontal.

A região também é conhecida por regular as nossas emoções.

Para chegar a esta conclusão, foi realizado um experimento.

Dele participaram 26 voluntários, com idades entre 18 e 70 anos.

Dentre o grupo, oito eram artistas.

Cada participante teve sua atividade cerebral monitorada, ao colorir, rabiscar ou desenhar por três minutos de cada vez.

Para isso foi utiliza espectroscopia funcional do infravermelho próximo.

Como resultado, as três atividades aumentaram o fluxo sanguíneo no córtex pré-frontal.

Na verdade, rabiscar provocou maior atividade nesta área.

Em seguida vieram desenhar à mão livre e colorir.

Isso ocorreu em todos os casos, não importando o talento artístico dos participantes.

Com isso conseguimos entender o que há por trás do sucesso dos livros de colorir.

“Isso mostra que pode haver prazer inerente em fazer atividades artísticas, independentemente dos resultados finais”.

A declaração é de uma das autoras, Dra. Girija Kaimal.

A tendência é sermos muito críticas com o que fazemos.

Isso acontece porque temos internalizados preconceitos sobre quem é qualificado e quem não é.

Assim, podemos estar reduzindo ou negligenciando um grande e simples prazer.

O estudo foi publicado no periódico científico The Arts in Psychotherapy.

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