Entendendo o ciúme

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Ter ciúmes é um atraso de vida? Em certo modo, é um traço evolutivo. Estudo da revela como herdamos o sentimento para ajudar a proteger os recursos mais valiosos.

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Nada, absolutamente nada, justifica uma cena.

E é o que sempre se teme de uma pessoa muito ciumenta.

Comportamentos inadequados com este cerne são tão clichê quanto indesculpáveis.

Ao menos, a ciência pode explicar sua origem.

É o que propõe pesquisa feita pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos).

Aparentemente, episódios de ciúme explícito fazem parte da evolução da espécie humana.

Sob este ponto de vista, até parece algo avançado.

Mas fica difícil esconder o DNA trogolodita.

Nela, foi feito um experimento com macacos titi.

Esta espécie está entre as poucas que formam relacionamentos monogâmicos que duram a vida toda.

Os animais foram colocados em uma “condição de ciúmes”, na qual os machos foram separados de suas parceiras fêmeas.

As macacas foram colocadas junto de um macho estranho, enquanto o parceiro observava.

Os pesquisadores registraram imagens de seus cérebros neste momento.

E descobriram que duas partes do cérebro (córtex cingulado e septo lateral) foram estimuladas.

Estas são áreas voltadas para manter um vínculo frente a um desafio externo.

Neste caso, o ciúme observado entre os macacos não é inteiramente negativo.

E poderia realmente ser uma vantagem evolutiva.

São muitas condicionantes.

Podemos ter herdado ester traço psicológico de nossos antepassados, porque isso ajuda a proteger a família e a linhagem.

Certamente, também podemos identificar o traço primal e escolher confiar no coração.

E, se for o caso, evitar tudo isso com um toque evolutivo.

Um eufemismo para lembrar que a fila anda.

O estudo foi publicado no periódico Frontiers in Ecology and Evolution.

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