A dieta dos gladiadores

A dieta dos gladiadores

Nos relatos históricos, aparecem retratados com barriga tanquinho e sempre dispostos a enfrentar inúmeros combates. Será que há alguma lição a aprender sobre a alimentação dos gladiadores?

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No ano 150 da era moderna, a rotina começava cedo para os gladiadores. Eram treinos com peso pelas manhãs e aperfeiçoamento das técnicas de luta pelo resto do dia. Até encarar combates mortais com oponentes poderosos e animais ferozes nos finais de semana.

Pelo menos contavam com um alívio, na forma de um shake de cinzas de plantas carbonizadas. Aparentemente, esta bebida pós-treino era uma boa fonte de cálcio e minerais como manganês e ferro, essenciais para fortalecer os ossos.

A necessidade de uma dose extra de cálcio parece explicar porque leite com chocolate é o reforço preferido dos atuais praticantes de corridas de longa distância.

A descoberta, feita pela Universidade de Medicina de Viena, veio de escavações na cidade romana de Ephesus, onde hoje fica a Turquia.

Além do shake, a dieta dos gladiadores consistia em grãos e vegetais. A carne era raramente consumida, já que eram tratados como escravos.

Mas, quanto à forma física, esqueça abdominais rasgados dos filmes. Os melhores lutadores carregavam de propósito quilos extras, na forma de uma capa de gordura sob a pele, para sentir menos os golpes e cortes.

Hoje, a nutrição esportiva representa milésimos de segundos em um recorde. Antigamente, tratava-se de uma intuição que garantia a sobrevivência.

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