Café na academia

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O café é indicado para diversas coisas, mas não se esperava ver a bebida ser consumida numa academia. Até agora. Estudo recomenda dispensar o isotônico e pedir um cafezinho para manter compromisso na malhação.

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A preguiça toma conta e torna ir ao treino uma tarefa impossível.

Diante disso, peça um cafezinho.

Segundo estudo da Universidade de Kent (Inglaterra), a bebida não só tem o poder de reduzir a percepção do esforço, como deve ser usada para isso.

A novidade está na segunda parte da sentença.

Em artigo na revista científica Sports Medicine, o professor Samuele Marcora sugere utilizar o efeito estimulante da bebida mais consumida no mundo com o propósito de nos ajudar a fazer atividades físicas.

O professor Samuele sugere que reduzir a percepção de esforço utilizando cafeína (ou outras drogas psicoativas como Ritalina e Modafinil) pode ajudar a muitas pessoas que encontram dificuldade em manter um programa de fitness.

Junto com a falta de tempo, o cansaço é uma das maiores barreiras ao exercício, o que é natural na evolução da espécie humana, mais eficiente em conservar energia.

Esta “preguiça” herdada de nossos ancestrais sabota qualquer que seja a motivação, seja melhorar a saúde em geral, seja para perder peso e sentir-se bem.

É, portanto, a percepção do esforço a razão pela qual as pessoas escolhem alternativas sedentárias para suas horas de lazer.

Comparado a assistir TV (esforço zero), até caminhadas moderadas como caminhadas são consideradas como atividade física intensa por requerer algum esforço.

O que o professor Samuele advoga é que o uso de cafeína ou outras drogas psicoativas para reduzir esta percepção pode ser válido, diante dos benefícios que o exercício pode proporcionar.

Embora seja um argumento que faz sentido, considerar a troca de um problema por outro é uma questão ética.

“Não existe oposição ao uso de drogas psicoativas para ajudar a parar de fumar (nicotina) ou tratar a obesidade (inibidores de apetite)”.

“Mas a percepção negativa do doping no universo do esporte nos impede de usar estimulantes e drogas psicoativas para tratar o sedentarismo e a inatividade física, responsável por duas vezes mais mortes do que a obesidade”, diz o professor Samuele.

Até que questões de consciência e testes bem sucedidos permitam que drogas estejam liberadas para combater o sedentarismo, para levantar do sofá só dependemos de nós mesmos.

Assim tem sido a vida inteira, portanto é melhor não esperar que fatores externos possam mudar nossa própria realidade.

Aproveite que o cafezinho é aceito e acessível e inclua o hábito de tomar um, com trajes esportivos.

A ideia é que você anime e saia de casa, com o propósito de queimar calorias através do esforço físico.

E vale qualquer movimento, como uma caminhada ou subir um lance de escadas, por exemplo.

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