Arquitetos pensam diferente

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Talvez essa notícia possa explicar muita coisa. Novo estudo britânico revela que artistas e arquitetos pensam de maneira diferente do resto das pessoas.

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Mesmo entre irmãos, as pessoas são muito diferentes.

Mas há uma classe profissional que reúne seres humanos ainda mais distintos.

Segundo um novo estudo, arquitetos percebem os espaços de maneira diferente das outras pessoas.

Com esta característica também estão incluídos os pintores e escultores.

A pesquisa foi feita pelas universidades College London e Bangor (Inglaterra).

Nela, foi realizado um experimento com 16 pessoas.

Os voluntários eram praticantes de uma destas três profissões.

Como critério, tinham pelo menos oito anos de atuação.

Um grupo de controle também foi formado, com 16 pessoas sem histórico profissional significativo.

A todos foram exibidas três imagens.

Eles viram uma localização no Google Street View, uma pintura sacra e uma cena “surreal” gerada por computador.

Em seguida, os voluntários foram instados a descrever o que viram.

Como resultado, os arquitetos foram mais propensos a se concentrar em caminhos e os limites do espaço.

Já os pintores tendem a descrever o espaço representado como uma imagem bidimensional.

Escultores usam um pouco dos dois modos de pensar.

“Profissionais destas áreas apresentaram descrições mais elaboradas e detalhadas”.

A explicação é de um dos autores, Dr. Hugo Spiers, especialista em ciências da linguagem.

“O estudo forneceu evidências de que sua carreira pode mudar a maneira como você pensa”.

Já existe uma extensa pesquisa sobre como a cultura muda a cognição.

“Mas descobrimos que, dentro da mesma cultura, pessoas de profissões diferentes diferem em como enxergam a mundo”.

Por que isso acontece?

No trabalho do dia-a-dia, artistas e arquitetos têm uma maior consciência de seus arredores.

Estar ciente dos limites parece ter profunda influência no modo como concebem o espaço.

O estudo foi publicado no periódico científico Cognitive Science.

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