A ameaça vermelha

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Dentre os alimentos processados, os embutidos carregam uma ameaça extra. Relatório da Organização Mundial de Saúde revela que hambúrgueres, bacon e salsichas causam tantos malefícios quanto o tabagismo.

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A charcutaria tem um apelo ancestral.

Seus produtos, de sabor marcante e aroma irresistível, foram originalmente criados como uma maneira de se preservar as carnes antes do advento da refrigeração.

De lá para cá, a tradição foi mantida em nome do paladar.

Até que começamos a desconfiar de sua constante presença em cardápios condenados sob o ponto de vista nutricional.

Agora, após tantos recursos de quem tentava viver em negação diante de seu facínio, a sentença chegou.

Infelizmente, a pena correspondente assusta definitivamente.

A Agência Internacional pela Pesquisa do Câncer, classificou as carnes processadas como risco de categoria 1.

Com isso, salsichas, bacon, carne seca e linguiças passam a ser entendidas como ameaças “sabidamente carcinogênicas”.

Ou seja, que favorecem o desenvolvimento da doença.

No caso, câncer colorretal.

A decisão do órgão, ligado à OMS (Organização Mundial da Saúde), merece atenção.

A categoria 1 é a mesma em que se encontram o tabaco e o amianto.

O problema é que, com esta classificação, não há margem para consumo moderado.

Portanto, este não é o caso de evitar, mas sim de remover completamente sua presença de nossa rotina.

A OMS estima que 34 mil pessoas morrem por ano devido ao consumo de carnes processadas.

O relatório ainda foi além, ao incluir outra preferência mundial.

As carnes vermelhas ganharam o selo 2A, correspondente a riscos “provavelmente carcinogênicos”.

Como muitas diretrizes nutricionais recomendam os benefícios conhecidos da carne para a saúde, sua presença na dieta pode ser mantida, mas deve ser limitada.

Hábitos saudáveis, como a prática de exercícios e o consumo de vegetais e fibras teˆm um impacto positivo na prevenção do câncer de intestino.

Até mesmo atenuando o impacto negativo causado pela presença de carnes processadas e vermelhas no prato.

O importante é observar como a reeducação alimentar não pode mais ser encarada apenas como uma escolha pessoal.

Cada vez mais, com o objetivo de garantir longevidade e qualidade de vida a longo prazo, esta decisão passa a ser estatégica para populações inteiras.

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